Impressora 3D de tecidos vivos é lançada pelo Rokit

InvivoAté pouco tempo atrás tudo que era relacionado a Bio-impressão 3D era inédito. Atualmente, a cada dia se ouve notícias sobre novidades neste setor. Felizmente, esse campo de pesquisa recebe mais um impulso. A fabricante de impressoras 3D com o mais rápido crescimento em âmbito mundial, a sul-coreana Rokit, acaba de lançar uma nova Bio-impressora chamada Edison Invivo. Continuar lendo

Rokit anuncia pesquisa para Bioimpressão

Rokit1Estamos prestes a presenciar uma revolução médica. Uma revolução que, apesar de estar no estágio inicial, irá mudar a forma de ver e tratar inúmeras doenças. A Bioimpressão 3D não é mais uma tecnologia de um futuro distante, ela está acontecendo aqui e agora. Continuar lendo

Bebê de 3 meses de idade sobrevive a uma complexa cirurgia no coração com a ajuda da Impressão 3D

dutch-baby-survives-complex-heart-surgery-1Não é nenhum segredo que a impressão 3D tem um grande potencial na área médica, mas está se tornando cada vez mais evidente que não teremos que esperar anos e anos antes que esta tecnologia tenha real impacto nos hospitais. Réplicas de órgãos ou estruturas ósseas impressas em 3D já foram utilizados para concluir com êxito uma série de cirurgias complexas, mas um novo caso na Holanda mostra que isto, verdadeiramente, pode ser um salva-vidas.

No final de outubro, cirurgiões do LUMC – Hospital universitário em Leiden, na Holanda, completaram com sucesso uma cirurgia complexa em uma menina de apenas 3 meses de idade. A jovem Jasmijn infelizmente nasceu com uma abertura entre os dois ventrículos do coração, uma condição complexa chamada “defeito no septo ventricular” e que precisa ser operado para sobreviver. Além disso, a aorta e a artéria pulmonar da menina estavam ambas ligadas ao ventrículo direito, sendo que a aorta deveria estar ligada ao ventrículo esquerdo.

Não bastasse a complexidade da cirurgia para qualquer caso, o coração da menina tinha apenas 3,5 centímetros – menor que um ovo comum – deixando absolutamente nenhum espaço para erro ou atraso. Por isso, na primeira vez na história da medicina holandesa, os cirurgiões de Jasmijn desenvolveram uma réplica impressa em 3D do coração dela, permitindo a preparação para cirurgia e garantindo que não duraria nenhum minuto a mais que o necessário.

Em primeiro lugar, permitiu aos médicos chegar a uma decisão sobre o que fazer antes de cortar o jovem bebê: seriam capazes de normalizar os dois ventrículos ou teriam que transformá-lo em um único ventrículo cardíaco? A primeira opção seria preferível em todos os sentidos, garantindo melhor qualidade de vida e uma expectativa mais longa de vida. Felizmente, com o coração impresso, este problema foi fácil de resolver. Com a réplica impressa p cirurgião Prof. Mark Hazekamp explicou, “em resumo, eu fui capaz de determinar imediatamente que seria possível transformar em dois ventrículos”.

Para criar o coração impresso em 3D, os cirurgiões de Leiden usaram um CT scanner de alta velocidade. “No passado, só podíamos contar com uma eco ou imagens individuais de uma tomografia computadorizada para avaliar a situação, mas com uma réplica 3D é muito mais fácil de trabalhar. Por vezes, somos capazes de avaliar nossas opções somente na mesa de operação e, portanto, perder um tempo precioso”, explicou o cardiologista pediátrico Dr. Arno Rust.

dutch-baby-survives-complex-heart-surgery-2Os dados foram recolhidos de um CT scanner de alta velocidade no hospital de Leiden, que foi capaz de gerar uma visualização 3D de todo o coração de Jasmijn em menos de um segundo. A réplica do coração do bebê foi impressa pelo Prof. Valverde, em Sevilla, e provou ser muito útil. Como Roest disse aos jornalistas: “Foi comovente ver o professor Hazekamp segurando a réplica em sua mão e estuda-la cuidadosamente, percebendo rapidamente como ele iria fazer a cirurgia.”

A cirurgia em si foi executada no final de outubro de 2014, e agora com seis meses de idade, Jasminjn está muito bem. Prof. Hazekamp foi capaz de transformar um único ventrículo em dois e ainda conseguiu colocar a aorta no ventrículo esquerdo, sua posição correta.

A cirurgia foi tão bem sucedida que o hospital LUMC já anunciou que irá expandir o uso de modelos impressos em 3D em cirurgias complexas. Durante o ano de 2015, eles esperam aplica-lo de dez a quinze casos, tanto para crianças como para adultos. A tecnologia de impressão 3D já foi adicionada ao acervo do hospital. Como Roest acrescentou: “Nós já estamos familiarizados com os modelos de impressão 3D para cirurgias orais e maxilo-faciais, entre outros. Assim, num futuro próximo, nós mesmos vamos fazer estes modelos de coração.”

Fonte: www.3ders.org/articles/20150203-three-months-old-dutch-baby-survives-complex-heart-surgery-thanks-to-3d-printing.html

Engenheiro biomédico utiliza Impressora 3D para criar pernas protéticas

1Quando falamos em impressão 3D e próteses, a maioria das histórias ouvidas são sobre mãos e braços protéticos. O mundo todo tem presenciado pessoas em situações desfavoráveis divido a deficiências congênitas ou acidentes, terem o auxílio da impressão 3D. Grupos como a e-Nable foram criados para criar projetos de próteses open source e compartilhar outras idéias, como instruções de montagem e os avanços tecnológicos mais recentes. Era questão de tempo para começarmos a ver o uso da impressão 3D para criação de outros tipos de próteses.

Para Marco Avaro, o proprietário do Bel Bene estúdio de ortopedia em Azzano Decimo, na Itália, a Impressão 3D tem sido um salva-vidas quando se trata de fabricação de próteses de membros inferiores. Avaro, que é engenheiro biomédico, adquiriu uma DeltaWASP 20×40, há alguns meses para criar as próteses de seus pacientes. A impressora 3D baseada em FFF, tem permitido Avaro a fabricar duas pernas protéticas por dia. Este é um feito incrível e isso pode ser realizado através da impressão 3D.

“Eu acreditava profundamente neste tipo de tecnologia”, explicou Avaro.

A impressão 3D permitiu Avaro a personalizar completamente cada prótese de perna a um grau que não era possível. Ele diz que isto tem sido especialmente útil em casos de doenças degenerativas, onde seus cotos de pernas tornam-se muito assimétricas.

2Avaro imprime cada camada externa do encaixe da perna protética bem como o próprio pé e, em seguida, utiliza outras tecnologias que incluem o uso de resinas e de carbono para criar o resto. O material utilizado no processo de impressão 3D funciona muito bem com essas resinas e outros materiais, e os testes provaram que os níveis de força sobre a prótese estão distribuídos igualmente, o que significa ajustes mais confortáveis.

“A deltaWASP imprime brilhantemente, e foi capaz de superar os ensaios destrutivos e os testes de cálculos de elementos finitos”, explicou Avaro. “Isto torna possível realizar uma estrutura resistente, que é muito mais leve.”

Não são apenas as funcionalidades das peças impressas em 3D que tem animado Avaro. Ele também diz que a estética é melhor que as das próteses tradicionais. O plástico impresso em 3D é capaz de ser polido, que deixa o pé protético com um aspecto brilhante.

3Mais importante, porém, é que essas pernas são feitas em um nível individual para cada paciente, o que significa que se encaixa perfeitamente e são extremamente confortáveis de usar.

“Com a impressora, ficou muito rápido”, disse Avaro. “Para realizar uma prótese tibial eu precisava de oito horas, agora posso fazê-la em 2 horas. Eu tenho a oportunidade de realizar próteses para os que praticam esportes específicos, como alpinismo. Eu termino a prótese, entrego e nunca há necessidade de qualquer revisão. Fisioterapeutas que seguem a reabilitação ficam surpreendidos com o que estamos fazendo. A impressão 3D mudou o meu trabalho e, consequentemente, minha vida”.

Fonte: http://3dprint.com/41906/3d-printed-prosthetic-legs/

Médicos utilizam a impressão 3D para ajudar pacientes com problemas ósseos

Pernas arqueadas

Você deve ter notado que a impressão 3D está aquecida no mundo da medicina. Cada vez mais aplicações estão sendo desenvolvidas para a impressão 3D, facilitando a vida de médicos e pacientes. Um novo procedimento médico foi testado com sucesso em Honk Kong, utilizando a impressão 3D para auxiliar no tratamento de pernas arqueadas e tornando-o mais fácil do que nunca.

Pernas arqueadas são uma deformidade nas pernas, dos joelhos até o tornozelo. Geralmente ela é causada por condições ósseas como raquitismo. Embora isso possa não parecer terrível a primeira vista, grande parte das pessoas que sofrem com este problema sentem dor ao caminhar ou ao praticar qualquer outro tipo de exercício, sendo que a propensão a ter problemas com ossos e cartilagens aumenta com o passar dos anos.

Esta condição geralmente é tratada fixando os ossos na posição normal com uma grande estrutura externa que está ligada diretamente aos ossos necessitando perfurações na pele. A moldura tem que permanecer no local por meses, muitas vezes até um ano, o que requer uma longa estadia no hospital e um grande número de visitas hospitalares subsequentes para repetidos ciclos de fixação e desinfecção das feridas causadas pelos pinos. Mesmo depois disso, o caminho para reabilitação é longo e doloroso.

Tratamento usando partes impressas

E é exatamente isso que faz com que a inovação da impressão 3D seja tão promissora, pois pode corrigir pernas arqueadas sem a necessidade de longas estadias hospitalares, tratamento doloroso e passar meses com um metal preso a carne. A técnica é pioneira e liderada pelo Dr. Liu King-Lok, da Universidade de Hong Kong. Consiste na utilização de réplicas de ossos de pacientes impressas em 3D, que permitirão aos médicos preparar com precisão os instrumentos que serão anexados cirurgicamente aos ossos. Em suma, ele garante um ajuste perfeito para as placas e parafusos de metal.

Liu decidiu testar a nova abordagem em 2013 e, desde então, tem usado em quatro pacientes – todos com resultados satisfatórios. Liu afirmou à imprensa que é que “tem sido um grande teste e que está gerando excelentes resultados. Isto tem profundas implicações para a tecnologia a ser aplicada em outras cirurgias ósseas”.

Resultado do tratamento de pernas curvadas

Um dos pacientes, uma mulher de 24 anos chamada Ann, nasceu com as pernas arqueadas, ficando cada vez mais doloroso em sua vida adulta. “Meus joelhos e calcanhares machucavam sempre que eu andava, o que afetou em muitos aspectos a minha vida”, disse ela. “O médico disse que eu precisava de cirurgia, mas o tratamento de correção tradicional é aterrorizante. Eu não quero usar estruturas externas por um ano inteiro, com todas aquelas agulhas visivelmente perfurando minhas pernas”. Em vez de uma internação prolongada (em alguns casos 200 dias), Ann foi capaz de sair do hospital sem assistência quatro dias depois. Uma outra operação é necessária para remover pinos e placas vários meses mais tarde, mas é só isso. Não é preciso um fixador externo para manter tudo no lugar.

Uma boa notícia é que este tipo de tratamento, sem um fixador externo tradicional, pode reduzir os custos de operação em US$5000. O tempo de reabilitação também foi relativamente curto, de apenas 2 meses.

Isto significa que a tecnologia será definitivamente uma opção muito acessível para um futuro próximo, especialmente porque ela pode ser utilizada para deformidades congênitas ósseas menos comuns. Como estes eram apenas testes, provavelmente levará um tempo até que a técnica possa ser amplamente utilizada no mundo da medicina, mas não deixa de ser uma grande notícia para os pacientes de todo o mundo. É cada vez mais evidente que hospitais de todos os lugares precisaram incorporar a tecnologia de impressão 3D a seu arsenal o mais rápido possível.

http://www.3ders.org/articles/20150120-hong-kong-doctors-use-3d-printing-to-help-treat-patients-with-bow-legs.html

Impressão 3D ajuda a remover tumor no cérebro

Cranio

Apesar de não ser uma técnica tradicional, a impressão 3D já salvou muitas vidas. Uma grande história é a da psicoterapeuta Pamela Shavaun Scott, que graças a impressão 3D, ainda pode ver. Ela sofria de um tumor no cérebro por trás de seus olhos, mas os médicos não estavam muito preocupados com isso. Disseram para ela seguir com sua vida e ter um acompanhamento com exames de ressonância magnética após um ano. Scott e seu marido não estavam satisfeitos com isso, até porque ela sofria com dores de cabeça e teve a visão diminuída. Eles, portanto, decidiram procurar uma solução por conta própria.

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